Deixei passar.
'Deixei passar marés.
Deixei-as ir.
A força vagabunda dos meus braços não mora comigo , mais uma vez.
Não tive força.
Nem combati.
Deixei-me ficar.
Nem agora sei se devo continuar, nem para que lado.
Se me mexo, o desespero será maior que aquele de ficar quieto?
Não sei.
Agarrem-me pelos pulsos, não me deixem cair.
Eu deixar-me-ei agarrar, se não me agarrar eu primeiro.
Não vou ao fundo, não desta vez.
A não ser que o fundo seja este vazio atrás de mim,
que se prepara para cair que nem manto frio.
Se assim for, não haverá medo.
O combate será maior que os corpos.
E no fim, só restarei eu... e vocês.'
a.S.
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